A Estrela

31-05-2021

Nem só de vitórias se faz o caminho.

A viagem iniciou-se em Belmonte, uma das 12 aldeias históricas de Portugal e terra de Pedro Alvares Cabral, conhecida pelo seu imponente castelo e pela sinagoga, é fácil entender a origem do seu nome (Belo Monte), ali existem inúmeros vestígios da antiguidade, desde a Anta de Caria, Centum Cellas e até a Via Romana.

Chegados a Covilhã, local onde tínhamos planeado iniciar a subida, encontramos uma bela cidade, onde o antigo e o moderno se cruzam, dinamizada pela universidade e infraestruturas rodoviárias envolvente, aqui, para além da beleza natural podemos ainda encontrar, o museu da lã, a antiga judiaria e o jardim das artes.

Mas, a partir daqui é sempre a subir. Deixamos o centro da cidade e os seus 600m de altitude, com os olhos postos na torre bem lá no alto dos 2000m.

Agora não há que enganar, é sempre a subir, subir, subir, mais uma curva e subir, subir, passamos o centro escutista, e subimos, passamos o parque de campismo do pião e subimos, ao alcançar o miradouro da varanda dos carquejais........Pufff.

Sabíamos que podia acontecer a qualquer momento, embora não quiséssemos acreditar, são muitos quilómetros, muito desnível positivo, muito de muita coisa.

E assim foi, o material cedeu a 15km da torre.

Uma das bicicletas teve uma falha mecânica, o que nos impediu de continuar serra acima.

A decisão teve um impacto pesado na nossa moral, mas o dia ainda vai a meio, e nos estamos na incrível serra da estrela, assim decidimos tirar proveito da segunda parte do ciclo-turismo. Já em Belmonte, aproveitamos para visitar o castelo, o centro histórico, as pequenas lojas típicas, comprar umas lembranças, tomar um café e regressar a casa.

Assim a bicicleta nos mostrou, que nem só de vitorias se faz o caminho.