O Gerês

02-03-2021

O nosso dia começou bem cedo, cada um saiu de sua casa às 7h com encontro marcado em Santo Tirso, a terra dos melhores Jesuítas e onde podemos encontrar o parque urbano Sara Moreira, mesmo ao lado a estação ferroviária. A partir dai já só tínhamos uma palavra na cabeça. Gerês, nome incontornável quando se fala de natureza em Portugal, não só pela sua riqueza em termos de fauna e flora, mas também por ser o nosso único parque nacional.

A segunda etapa do projeto, teve como fundo uma paisagem de tirar o folgo, assim como o caminho até lá.

Optamos por uma rota que passa por duas grandes cidades Portuguesas, Guimarães o berço da nossa nacionalidade e Braga a cidade dos Arcebispos.

Seguimos pela estrada nacional 105 até Guimarães, pelo caminho cruzamos nos com vários ciclistas.

Na cidade berço sente-se no ar um sentido de identidade característico do seu povo.

Deixamos Guimarães para trás, já com a Póvoa do Lanhoso na mira, terra do típico Cabrito à S. José, Foi aqui que começou o carrocel até Terras do Bouro, onde nos espera a descida das Cerdeirinhas que nos leva às pontes da albufeira da Caniçada, rio Cávado.

Foi impossível descer sem parar para umas fotos e apreciar o rio que serpenteia pelas serras, algo que de carro é quase impossível.

À chegada, a tranquilidade desta zona é arrebatadora, motivo que atrai quem a visita.

À nossa esquerda temos a estrada que nos leva até à imponente Igreja de São Bento da Porta Aberta, mas o nosso foco é a Vila do Gerês.

A subida é curta e de relativa facilidade, mas de um encanto excecional. Pelo caminho vemos as indicações para o Núcleo do ecomuseu de Fafião.

Já na vila do Gerês, o som da água é o único que se faz ouvir, com os seus ribeiros e quedas de água, aqui foi tempo de uma curta pausa para almoçar, em total autonomia.

Iniciamos o percurso de regresso, em direção a Amares, com uma paragem aqui outra acolá, pois a paisagem é digna de ser fotografada e apreciada.

Em Amares fizemos uma última paragem no Mosteiro de Amares, para um pequeno abastecimento e assim recuperar alguns sais e líquidos.

Na Cidade dos Arcebispos, o turbilhão do quotidiano estava a nossa espera, entre ruas e vielas características da cidade, vislumbram-se setas amarelas e azuis, já na estação da CP, podemos esperar calmamente pelo comboio que nos levará até casa.

Com mais de 140 km nas pernas, demonstramos que não é necessário ser um atleta profissional para o fazer.

E assim termina a segunda etapa do nosso projeto, venha a próxima!!!