O Montemuro

07-05-2021

De volta às serras

Depois do adiamento da etapa do Alvão para junho e de quase dois meses sem serras, fizemo-nos à estrada com o objetivo de conquistar a serra do Montemuro.

Com encontro marcado no museu da imprensa, na cidade do Porto, seguimos pela EN 108 atravessando a zona ribeirinha de Gondomar, junto aos passadiços de Valbom, onde podemos ver algumas das praias fluviais do concelho.

Sempre junto ao rio Douro, atravessamos a ponte sobre o Rio Mau, e entramos no concelho de Penafiel, que nos leva à fronteira do Distrito do Porto com o Distrito de Aveiro, separados pelo Rio Douro. Atravessamos a Ponte Hintze-Ribeiro para Castelo de Paiva e aí começa a nossa subida, e se até este momento reinava a paz a natureza e um silêncio maravilhoso, só rompido pelas rodas das nossas bicicletas, daqui pá frente, foi mágico....

Já na N225 seguimos em direção a Nespereira, bem lá no alto de São Pedro, a vista para o Rio Paiva e a divisão natural entre dois os distritos do centro é de tirar o folgo...

Em Nespereira almoçamos em total autonomia, bem no meio da serra, presenteados pelo quotidiano de uma aldeia tipicamente portuguesa.

A partir dai foi só subir. A parte mais difícil sem dúvida, mas é devagar que se faz cicloturismo, e assim foi, pedalando e apreciando a natureza.

E a subida lá se fez, entre conversa fiada e algumas paragens para fotografias, momentos que nos acompanharam até ao fim. Já no topo da serra de Montemuro, os parques eólicos produzem energia limpa para uma sociedade cada vez mais sustentável.

E tudo que sobe também desce... e Cinfães é o local perfeito para nos despedirmos do Montemuro, e não é à toa que a zona é conhecida pelas Montanhas mágicas, foi fácil perceber o porquê. Cinfães é uma vila mágica sem dúvida....

Depois de atravessar o rio Bestança, o rio mais limpo da europa, onde podemos encontrar o centro de interpretação do mesmo, seguimos em direção à ponte que atravessa o Douro e assim voltamos a encontrar a estrada mais bonita da europa, a EN222.

Voltamos a encontrar as subidas, no percurso que nos levou ao Marco de Canaveses e apanhamos o comboio para casa.

Foram 126km e 2200 de acumulado positivo, numa etapa em que o mais importante são as paisagens, a experiência e o companheirismo que só é possível quando os percursos são feitos assim.